Olá queridos leitores, para começar o mês trago a público um assunto de cunho culto-tradicional regionalista brasileiro: A rinha de galo!Achei interessante tratar deste tema, visto o fato de que uma notícia me chamou atenção esta semana: Abaixo está um resumo do tema, dúvidas/interesse me contate.
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A ignorância das coisas conduz-nos fatalmente ao exagero. Como o ocorrido a Galileu, quase queimado vivo por sentença do Tribunal da Inquisição, simplesmente por ter afirmado ser a terra redonda.
É o caso das lutas de galos, esporte emocionante, praticado em todo o mundo civilizado.
Entre as opiniões mais generalizadas, figura a de que as lutas de galos são promovidas por pessoas incultas, rudes, grosseiras e na maior parte das vezes, de nenhuma ou de muito pouca civilidade. Mas vocês sabiam que figuras como os Presidentes Norte Americanos Washington, Jefferson, Jackson e Lincoln foram ardentes apreciadores das rinhas de galos. Também, nomes como o do inventor Benjamim Franklin, do escritor Ernest Hamingway, do Presidente Argentino Hypólito Hirigoyen e de muitos outros, podem ser acrescidos a esta lista.

Na FRANÇA, o esporte está regulamentado por lei.
Na ESPANHA, vamos encontrar o Grupo Sindical de Criadores y Exportadores de Gallos de Peleas y Aves Deportivas;
Na ÍNDIA, berço das lutas-de-galos, existem vários órgãos de preservação às raças de briga, como por exemplo, o The Departament of Animal Husbandry
No JAPÃO, onde o combatente shamo vem sendo preservado sob o sistema de competições por vários órgãos locais, entre eles a ZENKOKU NIHON-KEI KYOKAI.
No MÉXICO, filiada a Unión Nacional de AVICULTORES, A Sccion de Criadores de Gallos de Combate, na própria Capital Federal.
Nos ESTADOS UNIDOS, várias são as especialidades sobre o esporte publicadas com matérias muito atraentes. Podemos destacar Gamecock, Game Fowl, News, The Feathered Warrior, Poltry Press e Grit and Steel, esta, beirando os 100 ANOS de existência.
Galos lutam instintivamente, e isto se constituí no seu maior desejo. Não são instigados um contra o outro como comumente acreditam os leigos no assunto. Brigam por necessidade, pelo seu próprio instinto e pelas excepcionais qualidades com que a natureza os dotou. Ninguém desconhece que as lutas de galos são praticadas em todo o mundo desde épocas imemoráveis!
As lutas de galos existem e florescem devido a uma Lei biológica imutável e soberana, muito diferente da lei dos homens. Ninguém de bom senso, portanto, poderá admitir que dois galos deixem de brigar devido a uma simples lei ditada pelos homens. Se os galos lutam é porque são belicosos e se não ocorresse, os homens jamais se interessariam por tal esporte.

Galos lutam por necessidade como o fizeram seus ancestrais há MILÊNIOS atrás. Só que numa luta de GALOS não há a interferência direta de homem sobre o animal. Apenas, há uma regulamentação para que ambos os lutadores se igualem em peso e altura para que impere um equilíbrio na disputa, coisa que não acontece em CAMPO ABERTO na natureza, quando dois ou mais desses lutadores de penas fortuitamente se deparam e medem forças. Nesse caso, o menor não recuará ante o poderio do maior e o tempo se encarregará do resto. É a lei biológica, sábia e imutável.
Curiosamente, o GALO COMBATENTE, trazido à domesticidade, demonstrou outras aptidões na combatividade, já que não luta apenas em defesa do território como antigamente, mas por necessidade para liberação de energia. E todo galista sabe que galo combatente, quando engaiolado por muito tempo, afastado das lidas, morre inapelavelmente de tédio. Essa que é a verdade!
Tem-se de reconhecer que as lutas de galos constituem uma das mais autênticas manifestações folclóricas do nosso povo. Os criadores dessas fabulosas aves são pessoas ordeiras e trabalhadoras, chefes de família exemplares e antes de tudo preservam perseverantemente uma espécie das mais valorosas. Se não fosse sua ação nesse sentido, por certo já estariam os galos combatentes extintos pela miscigenação ou pela atuação inconseqüente de pessoas de pouca ou nenhuma visão do que seja meio-ambiente biodiversidade e eco-sistema.

Não é por frivolidade que os puros-sangues são postos a competir nas pistas de corridas! Não é por sutileza de princípios que o pombo-correio é treinado para competir! Não é por requintes de agressividade que determinadas raças de cães são treinadas no combate ao crime e proteção do patrimônio público ou privado! Também não é por inominável crueldade que se põem os galos a pelejar! Tudo isto, é indubitável, parte do eqüilibrio natural. As competições a que são submetidos os galos, nada mais são do que um complemento à manutenção e ao aprimoramento de suas qualidades, o vinha naturamente ocorrendo há milênios, antes do homem interferir na natureza e domesticar os animais.
Texto retirado do site da Associação dos criados e expositores de raças combatentes do estado da Paraíba"
Minha humilde dica/opinião: Vamos incentivar as tradições, valorizar a cultura e deixar de lado o preconceito e as leis desprovidas de sentido que gente velha e ambientalista ergueu as custas de nossa felicidade!